Aquele velho clichê do ano novo

Sabe, os clichês funcionam por uma razão: a gente precisa deles. Não sempre, e não na maior parte do tempo, para falar a verdade. Mas às vezes, precisamos mesmo. Agora, por exemplo, o clichê de “ano novo, vida nova”, me serve bem. O que é curioso, porque eu sempre fui do tipo que olhava com desdém para as pessoas que desejavam todas as realizações possíveis para o ano que começa, mas reclamam de toda santa segunda-feira que acaba com o fim de semana. Quero dizer, por que essa fixação de só começar coisas novas e tomar iniciativa a partir do dia 1º de janeiro, ou mesmo às segundas-feiras? Por que não fazer as coisas interessantes que sempre quisemos fazer ou mudar sua postura agora, neste instante? Esperar um ano inteiro acabar para ser uma pessoa melhor soa um pouco como perca de tempo.

E ainda assim, aqui estou eu. Estupidamente empolgada com esse ano que acaba de começar e munida de uma lista de objetivos, coisa que não faço desde meus oito anos. Olho para todas essas páginas em branco do meu calendário imaginário e já visualizo todas as coisas legais que farei até 31 de dezembro chegar outra vez. Talvez porque pela primeira vez em alguns anos eu sinto que tenho algum tempo. A consciência das 300 e poucas oportunidades que vou ter daqui pra frente está estranhamente lúcida na minha cabeça, e eu tenho antecipadamente planos para uma certa porção delas. Acho que é isso – o presente de Natal que eu precisava,o  que me fez cair como um patinho contente nesse clichê do ano novo, foi finalmente ter tempo para me dedicar de verdade às coisas que eu gosto.

Não que eu não gostasse das coisas que estava fazendo até então. Gostava muito, e ainda gosto. É só que elas pegavam todo o tempo que eu podia usar em coisas que eu gosto ainda mais, como escrever. Eu sempre senti falta de escrever como escrevia na sétima série (pelo menos um texto por dia, fácil fácil), mas ultimamente, minha abstinência quase me paralisou. Cheguei a ponto de virar madrugadas relendo textos antigos em vez de terminar trabalhos atrasados da faculdade. Mas agora, isso acabou. Pelo menos até o próximo semestre letivo começar. Mas mesmo então, em 2016, eu tenho essa resolução bem simples: escrita vai ser uma prioridade.

E eu já comecei. Ainda ontem estava em reunião com uma amiga minha (Jaque, sua linda <3) para discutir o livro que estamos escrevendo. Os primeiros momentos do nosso encontro foram aproveitados de maneira muito justa surtando sobre estarmos realmente escrevendo um livro. Tipo assim, escrevendo de verdade. E depois discutimos um pouco, sem chegar a uma conclusão certa, em como faremos isso. Mas a maior parte do tempo foi de trabalho duro, avançando no esboço da trama. [nota mental: fazer o docs com tudo que já decidimos]. Mais informações sobre esse projeto em algum momento do ano, mas estou bastante otimista.

O livro é só o projeto principal. Enquanto eu ainda tenho algum tempo de ócio (também conhecido por “férias”), quero escrever o máximo possível. Por isso vou me fazer alguns desafios pessoais. Ressuscitei meu tumblr, aprendi a usar o pinterest propriamente e já separei uma série de leituras sobre escrita, livros para resenhar e material para me inspirar. Mas se tem uma coisa que eu aprendi nesse ano que passou, é que quando eu me empolgo, tendo a dar um passo maior que minha perna, caio feio e termino por… Bom, por não terminar nada. Então vou começar aos poucos.

A partir de amanhã, vou escrever um parágrafo por dia durante 30 dias. Só para criar o hábito. E nesse tempo, se for viável, pretendo resenhar pelo menos dois livros. A partir daí, vamos ver como ficamos. Espero que com um número bem gordo de páginas aqui no A Scintilla.

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